LÁ IAM ELES…
Foi dia destes, mas serão, por certo, todos os dias do imenso amanhã da vida. Pelo menos enquanto não for proclamada a grande revolução cultural, a que vai alterar os comportamentos condicionados de hoje.
Foi assim, eu ia para o trabalho e na calçada oposta uma mulher, mãe, levava os dois filhos pela mão. Com a mão direita segurava a mão esquerda da filha, uma menina de uns sete anos, não mais. Com a mão direita segurava a mão esquerda do menino, de uns oito anos, por aí…
A menina ia vestida da cabeça aos pés para uma aula de balé. O menino, por seu lado, vestia um quimono de judô. Fiquei irritadíssimo com a estereotipia, a menina ia para andar na ponta dos pés e o menino para dar chutes nos outros…
Ou será que não é isso, ou me vão contestar? O que eu gostaria de saber, mas nem preciso ouvir as estúpidas respostas, o que eu gostaria de saber é se as crianças foram perguntadas se queriam fazer o que iam fazer?
Será que o menino não estaria louquinho da vida para dançar balé e a menina ansiosa para dar golpes nos outros, bons golpes, quero dizer? Não ouvem as crianças, levam-nas para os comportamentos de carimbos sociais, meninas brincam de bonecas, falam baixo, e meninos gritam, chutam bolas e sacam revólveres de plástico que parecem reais. E qual será o futuro dessas crianças?
Bolas, as gurias serão mulherzinhas a cuidar de copa e cozinha e eles, os bermudões, a “brincar” a vida toda com games, os odiosos e patetas games.
Os meninos só não vão mais para o balé porque são brecados pelos pais, só por isso. As gurias não jogam mais futebol na calçada porque não lhes deixam… O resultado desses assassinatos da liberdade humana? Frustrações, infelicidades e muito Rivotril…
OBRIGADO
Como tenho muitas dificuldades para entrar nas “redes”, quase sempre pessoas fazem isso por mim, preciso dizer daqui um sonoro muito obrigado a todos vocês que me escrevem, me energizam e me sopram continuados alentos. Obrigado, pessoal. Vocês não imaginam o bem que me fazem. Então, por “culpa” de vocês, vou continuar na artilharia…
SABEDORIA
Os filósofos gregos foram os melhores da História, parece, todavia, que os gregos de hoje não os estudaram. Um aposentado grego, 77 anos, está perguntando nos jornais: – “Como nós vamos sobreviver”? Se um sujeito de 77 anos chegou a este momento da vida sem ter onde cair morto, nunca foi prudente, nunca leu nada da sabedoria milenar grega. Deu nisso, miséria e ranger de dentes. Lá como aqui.
FALTA DIZER
Desculpe-me, leitora, mas ela é bem mulher. A Adele, a celebrada cantora e ganhadora de seis prêmios Grammy, jovem, rica, famosa, anda dizendo que vai dar um tempo de cinco anos na carreira para só se concentrar no seu atual relacionamento. Só mulherzinha faz isso. Os homens não fazem. Vai se arrepender amargamente da estúpida decisão. E bem antes dos cinco anos…
E O TRABALHO, NADA?
Liguei a tevê e dei de cara com um bando de perdidos da vida dançando, pulando, caras assoalhadas, sorrisos… E dizia a repórter que o pessoal estava treinando para o desfile das escolas de samba e que para dar certo na avenida é preciso muito treino, muito…
Engraçado, esse pessoal que se exaure nos ensaios dos blocos e nas folias de todo tipo geme e range dentes quando a empresa lhes marca um treinamento no sábado à tarde. – Ah, não pode, sábado à tarde não…
Por que não? Os ensaios de Carnaval eram à noite, tarde da noite, e no outro dia pela manhã “todos” tinham que estar no trabalho, ou não? Ou será que todos são vadios, desempregados?
Se para dar certo na avenida é preciso muito treino, alguém tem que dizer a essas multidões de levianos que para a vida profissional também, também é preciso muito treino, muita prática, muito suor na testa.
- Ah, Prates, seu emburrado, mas o povo tem que se divertir, a vida não é só trabalho! Eu não disse que a vida é só trabalho, mas a vida só valerá a pena, e mais ainda na velhice, se o trabalho for o grande treino preparativo para o ser, para o sucesso na vida e para a paz na velhice.
Conheço inúmeros foliões do passado que hoje estão sem ter onde cair mortos, vivem como quase mendigos em asilos ou sob a proteção dos filhos, o que dá no mesmo… Rasgaram a fantasia nos “treinos” para o desfile na avenida e não treinaram para se tornar bons profissionais, qualificados.
Ninguém será respeitado profissionalmente sem antes ter treinado muito, 10 anos, no mínimo, menos não. Um médico com menos de 10 anos de prática é um mero aprendiz de curandeiro. Vale para tudo na vida. Mas os vadios se exaurem nos treinos de Carnaval e nenhum gota de suor para serem confiáveis no trabalho. Merecem a vida que levam.
10 ANOS
Alguém pode pensar que brinco quando digo que sem um mínimo de 10 anos de prática ninguém poderá ser qualquer coisa boa, que preste, na vida profissional. Só o pessoal do “atalho” pode pensar que não é assim. Mas esse pessoal ou acaba na cadeia, por erros profissionais, ou com a cara no chão pelo desmascaramento moral.
JEITO
E Só há um jeito de diminuir o número de acidentes de carros e de motoristas bêbados nas estradas. É tirando o carro deles, o carro ficaria retido por um ano. Bah, é pior que dar uma surra nos caras. Quanto mais impotente o homem, mais potente ele quer o motor do carro, compensação inconsciente do macho impotente… Quanto mais ousado nas ultrapassagens e pé no fundo do acelerador mais impotente é o cara que dirige o automóvel. Reclamações para a caixa posta do Sigmund Freud.
FALTA DIZER
Abri o livrinho de conselhos e lá estava: – “Na hora de explicar um rompimento romântico, diga simplesmente: – Foi tudo culpa minha”. E é verdade, quando uma relação não dá certo a culpa é nossa, erramos ao escolher a parceria. A culpa é sempre nossa, o difícil é aceitar isso…
Não pode dar certo
Não tem como dar certo. Mas se a pessoa imagina o casamento como uma loteria, bom, aí, sim, tudo é possível. Casamento para dar certo tem que envolver amor, e amor, sabe-se, não nasce de um momento para outro. O que nasce de um momento para outro é o desejo.
Uma criança passa por uma vitrina e vê um brinquedo, deseja-o. Claro que se a criança puder vai levar o brinquedo com ela. E se puder e levá-lo é bem possível que alguns minutos depois já não tenha mais tanto interesse pelo brinquedo. A mesma coisa acontece com os casamentos de hoje.
Um sujeito passa por uma garota, uma mulher, deseja-a, quer possuí-la e, não raro, com facilidades, fica com ela. Sim, vale o mesmo para as mulheres. Não pode dar certo. Para que a “conjunção” dê certo é preciso amor e amor exige tempo. O que nasce num momento é o desejo, amor só nasce bom tempo depois. Digo isso, leitora, por uma razão que me deixa furibundo com muitas mulheres.
Acabei de ler na Folha que muitas, cada vez mais, jovens mulheres procuram pela internet parceiros para casar. Como é que uma tonta crê que possa dar certo um “amor” desse tipo, claro, se fosse amor.
Pela internet ninguém se conhece, todos mentem. É por isso que o namoro longo, demorado, depois o noivado, que é um pré-casamento, são indispensáveis para que se tenha certeza de que há amor entre duas pessoas. Sem tempo, na pressa, o que há é desejo e desejo não segura casamento.
Vá dizer isso, todavia, para essas pobres pessoas que sem coragem escondem-se atrás de um computador para procurar “amor”. Na verdade estão procurando é um bilhete de loteria premiado, perdem tempo. Só vão achar bilhetes brancos. Bilhetes premiados não se escondem, por covardia, em sites de relacionamento…
ELAS
A Kombi passou à minha frente me irritando. Dentro dela um sujeito anunciava um baile, mulheres até a meia-noite não pagariam ingresso. Por quê? Porque mulher é objeto para esses imundos que promovem orgias atraindo mulheres como iscas para levar mais homens às bilheterias. É tudo pensado, menos por elas, burras, que ainda vão nesses antros onde são desrespeitadas. Além disso, por que mulheres não pagariam ingresso?
COMEÇOU…
Está é para colocar na porta da geladeira. Guri, guria: o ano letivo recém-começou. Ninguém ainda fez provas, ninguém tem boas ou más notas no colégio até agora. Então, não tens desculpas, é estudar desde agora e não vir mais tarde com a conversa mole de que a professora não te gosta. Professora gosta sempre de bom aluno, só não gosta é de vagabundos que não estudam. Certo? Acho bom!
FALTA DIZER
75% das mulheres casadas americanas, EUA, andam aborrecidas com seus maridos, os pacóvios não tiram os olhos, não se desgrudam dos jogos on-line. Tem cabimento um boca-aberta maior de idade, casado, viver com uma criança de apartamento, brincando com joguinhos de pátio de hospício? Bem que elas fazem dar o fora de casamentos com esses tipos. As que têm coragem, é claro, para deixar os bermudões jogando sozinhos.
Onde está o pecado?
Liguei a teve a esperar pela novela, como sobravam alguns minutos aproveitei para dar uns giros pelos canais. Não devia. Parei num dado canal onde um histérico, falando em nome de Jesus, atrevido de uma figa, xingava o Carnaval. O idiota dizia que o Carnaval é uma festa pagã, profana, uma festa, em outras palavras, do pecado.
Quem disse essa bobagem, quem inventou que o Carnaval é festa pagã, uma festa de pecados? O Carnaval é na verdade pretexto para os orgíacos, para os desordeiros da vida enfiar o pé na jaca e abusar. O Carnaval é mero pretexto.
Uma pessoa que se respeita dança, canta, bebe sim, com a mais pródiga das moderações, e volta para casa inteira, inteira, não volta com vírus pútridos no corpo… Vírus de um sexo promíscuo e de aparência “limpinha”. Quem faz isso são os bichos humanos, não as pessoas, não os educados e prudentes seres humanos.
O Carnaval não tem culpa de nada, aliás, há muito mais profanos, pecadores, iníquos da fé, indecentes da moral “religiosa” que pecam, transgridem dentro das próprias igrejas… Ou será que esses imundos querem que eu dê nomes, endereços e CPFs?
Não creio em quem diz que a ocasião faz o ladrão, não faz. A ocasião apenas revela o ladrão. Você não vai, leitora, pegar o dinheiro do cofre alheio só porque o encontrou aberto e sem ninguém por perto, ah, não vai, aposto. Vale o mesmo para o Carnaval.
O Carnaval é na verdade a mais santa das festas para quem se respeita. No Carnaval podemos brincar livremente com as nossas escondidas fantasias, escondidas ou costumeiramente disfarçadas, reprimidas. Dentro da decência, da lei moral, no Carnaval vale tudo, só não valem as quedas de ordem moral, mas essas quando expostas não são por culpa do Carnaval, são por culpa do caráter do folião…
ANIVERSÁRIO
Esta semana fiz um ano de SBT/SC. Santo Deus, quantas emoções! Cordialidades e desafios todos os dias. Em nome do SBT/SC sou lido em colunas como esta em todo o Estado, ouvido em emissoras de rádio em toda Santa Catarina e em comentários no SBT do Rio Grande do Sul. Como é bom deixar de ser um crachá e ser tratado como pessoa. E ainda receber convites para palestras em todo o país. É a força do SBT/SC.
LIÇÕES
Se o professor for imparcial e justo bem que pode aproveitar as aulas – qualquer aula – para comentar sobre personalidades brasileiras vencedoras. Gente de hoje. Há muitos empresários, administradores e pessoas anônimas que merecem ser comentadas como bons exemplos de “heróis” atuais. Gente que pode servir de modelo para a gurizada que anda por aí estudando nomes antigos, de passados distantes e mais das vezes baitas patifes que nada tiverem de heróis…
FALTA DIZER
Passei por um muro pichado em Porto Alegre. Lia-se – “Contra tudo o que oprime”. Não é preciso adivinhar para saber que quem o pichou foi um pobretão. O que ele chama de opressão é apenas obrigação, lei, respeito, ordem e progresso. “Esquerdão” de uma figa!
É bom acordar…
Há certas pessoas que, por ofício, têm muitas histórias para contar, enfermeiras, por exemplo. Caso da inglesa Bronnie Ware, que trata de pessoas em fase terminal de vida.
Bronnie já ouviu tantas histórias que agora está contando algumas delas, histórias que resultam de desabafos de pessoas que sabem que têm poucas horas de vida pela frente. De tanto ouvir esses desabafos, Bronnie escreveu um livro cujo título é: “Os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas moribundas”. Mais ou menos isso.
O primeiro desses arrependimentos é – “Não ter vivido a vida que eu desejava, vivi a vida que os outros esperavam de mim”. Olhe, leitora, pode ser o seu caso, é bom não esperar e começar logo a viver uma vida mais solta, claro, sem encrencas geradas pela desobediência civil, mas mais livre, mais sua, mais despegada do que os outros podem pensar.
Tenho uma amiga, por exemplo, que anda louca para cortar o cabelo, deixá-lo bem curtinho, como o da loirinha da novela Fina Estampa, ah, mas o Deus a livre, o namorado não permite por nada neste mundo. E ela o obedece. É apenas um exemplo.
Claro que não podemos viver fora da lei, mas dentro da lei é muito mais possível viver uma vida mais feliz, mais livre do olhar alheio, mas vá dizer isso para as multidões de frouxos que andam por aí. Depois, já com a vela na mão, queixam-se, lamentam-se. É tarde.
Outro arrependimento muito comum, e esse é quase só dos homens, é ter trabalhado demais. Eles pensam muito na família, esfolam-se e morrem cedo esquecendo que as mulheres ficam, choram um pouco, mas casam de novo e – aleluia – acabam sendo mais felizes. E assim os filhos, fazem alguma cena no velório, mas passa, vão à balada da vida e mal se lembram do pai. E o trouxa se foi. O arrependimento desse pai vem quando a vela lhe é posta nas mãos. Tarde, amigo, muito tarde. Melhor é acordar, enquanto a vela ainda está longe. Estará?
TRABALHO
Os homens, quando responsáveis, de fato, pensam muito na família. Tudo bem, mas é um baita erro esgotarem-se no trabalho pensando apenas no bem-estar da família. O bem-estar da família também depende do bem-estar do pai, do marido. A saúde do “chefão” é tudo, para ele e para quem o ama. O mais é suicídio disfarçado.
ELAS
Penso que de um certo modo as mulheres são mais autênticas que os homens, ah, muito mais. Elas só se anulam quando se trata de conquistar um parceiro e obedecê-lo por medo e conveniência. Fora disso, elas são mais soltas, mais espontâneas, e até por isso vivem mais tempo.
PADRÃO
Para os estúpidos, maioria absoluta, ser feliz depende da aprovação alheia, daí resultam os modismos: seguir as modas e andar como os outros esperam. Andar na contramão, sem sair da decência, é para poucos. Melhor então é ser infeliz fazendo o que os outros esperam de nós do que ousar e ser tomado por “louco”. Os loucos são felizes, infelizes são os “certos”, os que andam na manada…