• Home
  • Contato
  • Lifestream
  • Sobre mim

Archive for the ‘Coluna’ Category

You are currently browsing the archives for the Coluna category.

26 Jun 2011

Depois se queixam

Depois, quando um abusado faz-lhes gracejos às filhas, se queixam. Estou falando dos pais despudorados que enfeitam desde cedo as filhas para as frivolidades da vida.

Já falei aqui que não faz sentido um concurso de beleza infantil, menos ainda um concurso de Miss Mundo. Menininhas de seis anos de idade, perdendo os dentes de leite, usam próteses para poder sorrir com todos os dentes na boca. E há quem ache normal esse crime.

Outras são injetadas com Botox para ficar com cara de “mulher”. Há uma linha internacional de cosméticos infantis, a guria passa tudo aquilo no rosto e saí por aí que é um figura triste, ridícula da cabeça aos pés.

Sim, da cabeça aos pés. Dia destes, eu lia e via mais uma vez nas revistas uma pobre menina, cinco anos, que já tem mais de 200 mil dólares em sapatos. Com saltos desta altura. Ela é filha de um “famoso” casal do cinema cujos nomes me escapam agora. O que dizer de uma criança de cinco anos se entortando para a vida em cima de saltos altíssimos? Claro que a ideia não saiu da cabecinha dela, mas da mãe, com anuência do pai.

Guriazinhas pintadas, batom, blush, retoques nos olhos, brincos, vestidos estilizados, ridículas. E o que digo, vale para os “bebês” de 11, 12 anos. É questão de cadeia para os pais.

Também não faz sentido um festão com bebidas, música ao vivo, gente enfeitada para celebrar debutantes, crianças de 15 anos fantasiadas de mulheres e mostradas ao “mercado” como disponíveis… É crime.

Os pais não educam, não ensinam para a vida saudável, depois se queixam. Ah, quase esqueço, agora entram na moda sutiãs infantis com enchimentos para menininhas terem “seios” parecidos com os da mãe… E quem lhes compra esse crime, a própria mãe bandida ou o pai paspalhão?

AUMENTOS
Devia ser assim – Tu queres aumento de salário? Tudo bem, e eu quero comprovação da tua proficiência, quero provas de que do ano passado para cá tu melhoraste teus conhecimentos e o modo de fazer o teu trabalho. Certo? Combinado. Aumentos no escuro, nada feito, malandros!

PROIBIÇÃO
Paspalhos querem agora que o parlamento imite os Estados Unidos e proíba as empresas de exigir no currículo de candidatos a vagas que eles tenham que citar sexo, idade, estado civil, se têm filhos, religião, como se divertem… Só o que faltava. O empregador tem que se impor e fazer a lei, a lei da sua empresa. E fim de conversa.

FERIADÃO
Carros e mais carros nas estradas, DVDs sendo buscados afanosamente nas lojas, bebidas estocadas, e nada de “filas” nas livrarias. Povinho analfabeto. É por isso que os governos fazem o que fazem, sabem com quem estão lidando…

26 June, 2011 at 18:27 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt scc coluna prates sc
Posted in Coluna | No Comments »

24 Jun 2011

NÃO VALE A PENA

Abri o jornal e passou-me pelas retinas uma manchete que me deixou a pensar. Antes de dizer dessa manchete, leitora, leitor, preciso dizer que, dando rédeas soltas à minha imaginação, dia destes pus-me a pensar sobre uma hipótese louca.

A hipótese me fazia imaginar que me surgisse diante de mim um gênio da lâmpada e que esse gênio me mandasse fazer um pedido, o pedido valeria por 24 horas. Nesse tempo, eu poderia gozar de qualquer prazer, ter o que bem entendesse, viver, enfim, um dia especial na minha vida…

Pensei no que eu podia pedir ao gênio e tomei a decisão de nada pedir. Imagine você poder ter tudo num dia e nada nos dias seguintes, ficar apenas com as lembranças de um dia pleno e de outros tantos vazios… Não, melhor é não provar desse “doce”.

Agora digo da manchete que me cruzou as retinas e deixou-me a pensar. A manchete, na página social de um jornal, dizia assim: – “Princesas por uma noite”. Tratava de um baile de debutantes que estava por ser realizado.

Princesas por uma noite. Só por uma noite? Não vale a pena, gurias. Não vale a pena. Mas se vocês quiserem, e por isso decidirem, poderão ser “princesas” pelo resto da vida. Basta que se respeitem, que estudem, que se qualifiquem para um trabalho que as leve à independência econômica, basta que não se entreguem diante de qualquer pedidozinho de casamento, basta, enfim, que seja cidadãs plenas.

Nós administramos a nossa vida, nossas vontades e decisões podem ser leis a nos levar ao trono da vida santa e proficiente. Tudo depende da vontade, da boa escolha das escolhas, do uso da liberdade saudável. E assim, não será preciso fingir ser princesa e por única e miserável noite, mas todas as noites. Princesas de si mesmas, sem depender de ninguém…

ORADORES
Você tem medo de falar em público? Anote aí um conselho para diminuir esse medo: -“ Tome a presumida inteligência de quem está a sua frente, divida essa inteligência por dois e fale para o resultado”… Santo remédio. A platéia mais “elevada” é muito mais elevada na aparência que dentro da caixa craniana… Não vais esquecer?

TIMIDEZ
Timidez vem da vida social, é resultado de interações na infância. Já a introversão, prima-irmã da timidez, é constitucional, um jeito biológico de ser. A timidez é, antes de tudo, medo, medo de errar, de ser criticado, é insegurança. Para vencê-la é bom que o sujeito se qualifique e bem para alguma virtude social e faça práticas constantes de coragem, de expor-se. Sem isso, nada feito.

CORAGEM
O exercício continuado de qualquer prática nos leva à naturalidade para fazê-la. Timidez é medo, coragem é prática, aprende-se.

24 June, 2011 at 14:30 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt meio dia coluna comentario prates scc
Posted in Coluna | 1 Comment »

23 Jun 2011

ELE E NÓS

Um prédio de apartamentos olhado por fora dá-nos a impressão de que todos os apartamentos são iguais. Não são, a igualdade é apenas aparente. Quando você entra nos apartamentos descobre que são todos muito diferentes. Nenhum é igual ao outro.

Já os seres humanos são diferentes apenas nas “embalagens”, nas aparências. Por dentro somos todos essencialmente parecidos. Somos, por exemplo, todos estúpidos. De um modo ou de outro, estúpidos, irracionais.

Cremos em tolices que sabemos no fundo da alma que são tolices, os credos religiosos nos fazem crentes por fora, não por dentro. Por dentro até o Papa é cético… Faz sentido. Não havendo laboratórios para a fé, duvidamos. Mas como duvidar nos pode levar ao inferno, cremos. Nem vou adiante, você já entendeu.

Se de fato fôssemos crentes na vida eterna, na justiça divina, nos prêmios aos bons e nos garantidos castigos aos maus, de há muito o mundo seria o paraíso terrestre. Ninguém seria tolo de trocar esta atual vidinha efêmera pela eternidade feliz no paraíso… Só um tosco epidérmico faria isso.

Chega, já fui longe. Eu queria mesmo era dizer que o Roberto Carlos, o cantor, é um sujeito especial, isto é, é humano como todos nós.

O Roberto entrou agora na área da construção de prédios para vender. Negócio graúdo, apartamentos e salas caríssimas, localização central em São Paulo etc etc. O prédio que ele vai lançar em breve é de 40 andares, mas não terá o 13° andar, terá o 12° B… É que o número treze para Roberto Carlos é número aziago, dá azar.

Eu ia criticar o Roberto, não o faço. Quem de nós não crê numa tolice, quem? Se eu perdesse as minhas crenças “tolas”, enlouqueceria. Elas me protegem. E, acaso, não será isso estupidez? Sim, mas sem as estultícias na “fé” todos estaríamos há tempos num hospício…

CAMINHADAS
Saio à tardinha para caminhar. Houve tempos em que eu não podia caminhar sem um som orquestrado nos meus ouvidos. Era uma dependência psicológica grave. Parei de caminhar. Agora voltei. Hoje não consigo mais caminhar ouvindo música, só quero ouvir o que penso. As mudanças humanas são assim, nos secundários, nunca nos fundamentais. Eu queria mudar era nos fundamentais…

MANCHETE
“Mulheres sauditas protestam para poder dirigir carros”. Esta manchete fez-me pensar que muitos homens querem os carros só para eles, e carros potentes. Os homens impotentes compensam inconscientemente suas impotências na potência dos seus carros…

TEMPO
Sujeito abriu a janela, chovia e fazia frio. – Que dia horrível, disse ele. Coitado, não se deu conta de que feio estava ele no vazio de uma vida que precisa de sol lá fora para enganar o mau tempo da mediocridade por dentro…

23 June, 2011 at 15:35 by Luiz Carlos Prates

Posted in Coluna | 1 Comment »

22 Jun 2011

PERDA DE TEMPO

Às vezes eu me sinto ridículo. – Só às vezes, Prates? Como tu és modesto! Sinto-me ridículo, sim. E sabes por quê? Muitas razões mas uma delas, talvez a mais importante, é que vivo me repetindo inutilmente. No que me repito?

A questão da violência contra a mulher, por exemplo. Acabo de ler num jornal um artigo escrito por um advogado e no artigo, lê-se: – “Os casos de violência doméstica deveriam receber atenção privilegiada da Justiça…”

O advogado fala em instituições, leis e proteções especiais e urgentes para defender a mulher vítima de agressões domésticas.

É aqui que me sinto ridículo. Há quantos anos falo disso nos jornais, nas rádios e na tevê? Muito tempo, desde quando fazia rádio em Porto Alegre, cruzes, quanto tempo!

Ninguém tem conseguido um mínimo de resultado positivo nessa causa e luta. As mulheres toleram e vão tolerando todos os sinais de violência de parte dos vagabundos com quem namorando ou vivem. Pensam que vão mudá-los, que tontas! Vivo erguendo a voz sobre isso nas minhas palestras dentro de escolas e universidades, são elas, as mulheres, e mais ninguém, que devem dar cabo à estupidez dos machos impotentes. Sim, é impotente o covarde que aperta o braço da namorada, é impotente o marido que surra a mulher e é bandido odioso e hediondo o vagabundo que mata a mulher ou ex-mulher. Depois de passar pela “minha delegacia” um tipo desses nunca mais ia se sentar…

As mães têm que educar as filhas para não tolerar nenhum tipo de agressão de parte de qualquer homem. Homem? Os guris são criados para serem estúpidos, assim são educados pela maioria das mães. Não é a lei, mas as mulheres, só elas, podem mudar o modo boçal de agir dos homens covardes. Mas elas nem aí, pelo que vejo. Sou ridículo mesmo em perder meu tempo.

ELES
Preste especial atenção e você vai se horrorizar com a freqüência com que os jornais publicam notícias sobre violência contra as mulheres. Quase que todos os dias há uma história. E depois dos crimes, os vagabundos na delegacia fazem cara de “vítimas”, isso quando não cobrem antes a cara. Na minha delegacia, “cubro-lhes” a cara de outro modo…

SORVETE
Estou na rodoviária e um sujeito se aproxima e me pede um troco para comprar um lanche, diz estar com fome. Não dei, não dou “ajutórios” a vagabundos. Minutos depois, ele passa por mim lambendo um baita sorvete. Fiquei feliz…

MANCHETE
A manchete da Folha diz que – “Lula desiste de viagem para Itália após decisão sobre Cesare Battisti”. Tremeu a perna, “capitão”?

22 June, 2011 at 14:01 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt meio dia coluna comentario prates scc
Posted in Coluna | 2 Comments »

21 Jun 2011

Zé Ninguém

O sujeito sai de casa, enfrenta trânsito pesado, entra na fila, se espreme ao meio de milhares de outros camaradas iguais a ele e por fim senta-se numa arquibancada suja. O cara saiu de casa para ver o seu time jogar. Que exemplo de dedicação.

O árbitro apita, a bola começa a rolar e o tal sujeito aplaude, incentiva, comenta e sorri das boas jogadas dos seus “parceiros” dentro do campo. Basta, todavia, um passe errado e o torcedor fecha a cara. Um chute para fora com o goleiro vencido vale uma praga, uma ofensa à mãe do atacante, do “seu” atacante.

A derrota no jogo é vaiada, amaldiçoada, o craque do time vira um burro de chuteiras. O treinador apreciado até ontem é mandado embora na primeira derrota em casa…

O trouxa, desculpe, disse errado, eu queria dizer o torcedor, cobra do time, do treinador, o que não cobra de si mesmo no trabalho, lá na empresa de onde ele tira o sustento dos filhos dele.

O camarada é indolente no trabalho, vive atrasado, faz tudo por metade e de mau humor, reclama do salário, diz-se explorado, fala mal da empresa e dos chefes, é um porre, enfim. E sobre esse comportamento indevido ele não se dá conta… Interessante.

Mas no futebol é exigente, quer qualidade, proficiência, talento, sangue, suor, vitórias. E ele na empresa faz isso? Cobra dos colegas, exige mais e mais do chefe? Será que o boca-aberta da arquibancada é um craque no trabalho ou deixa a jogada para os colegas mais bem colocados?

Se o boca-aberta, desculpe, quis dizer torcedor, for no trabalho tão exigente quanto o é com a performance do seu time em campo, ah, a empresa será um sucesso e ele vai acabar presidente do Conselho… Acorda, Zé Ninguém, deixa de ser trouxa!

ELES
Entrei num mercadinho em Porto Alegre e gastei uma banana. O dono, na caixa, cobrou-me e nem me olhou, nem um obrigado. Já numa outra loja, comprei um radinho e o vendedor levou-me até à porta, desmanchando-se em gentilezas. O balconista é que devia ser o dono do mercadinho. E o dono do mercadinho, esmolar…

VENDAS
Tudo na vida são vendas. Tudo são ou é, valem os dois. Como disse, tudo na vida são “vendas”. Nossas ideias, modismos, gestos, credos, preconceitos, tudo, tudo nos chegou por uma ação de “venda” de outras pessoas. Elas nos “venderam” essas posturas.

FUTURO
Queres te arrepender amargamente da tua língua? Começa a contar da tua vida familiar aos colegas mais chegados. Os mais chegados de hoje costumam ser os mais cruéis no amanhã. Quem vigia os lábios no trabalho preserva o coração da angústia.

21 June, 2011 at 14:34 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt meio dia coluna comentario prates scc
Posted in Coluna | 3 Comments »

20 Jun 2011

Você não está só

Ontem um sujeito me fez um desabafo que já ouvi em outros lábios e inúmeras vezes. Aposto que você também já o ouviu. Um sujeito me dizia que desde cedo luta sozinho na vida, disse-me que tudo o que ele conquistou na vida veio de seu próprio esforço, nunca teve ajuda de quem quer que fosse.

Disse ao tal sujeito que sentia muito mas ele estava equivocado. Muita gente o havia ajudado, muita. Ele teimou, disse que não, que sempre foi só na vida, órfão desde cedo, essas coisas, mais lamúrias que verdades.

Disse a ele, e quero dizer a você, se for o caso, que essa história de lutarmos sozinhos não é verdade. Fiz ver ao meu confidente que ele foi ajudado por uma multidão, e essa multidão vive dentro dele.

Nenhum de nós, adultos, precisa de qualquer tipo de ajuda externa, há dentro de nós a multidão ruidosa deixada por todas as pessoas que nos ajudaram ao longo da vida a formar a personalidade que temos. E essa personalidade, por ruim que seja, tem todas as saídas para as nossas dificuldades ou sonhos na vida.
Muitas vezes, essas vozes interiores gritam-nos o que fazer, como fazer e não queremos ouvi-las.

Todos os seus credos, superstições, preconceitos, virtudes, tudo em você não é seu, é resultado dessa multidão que o formou, a começar no berço, pelas pessoas que o embalaram…

Nunca estamos sós. O diacho é que não queremos a ajuda dessas nossas vozes interiores, queremos o ruído equivocado que vem de fora. Rejeitamos os nossos amigos internos e escutamos os nossos “inimigos” externos…

Todos os meus tombos na vida não resultaram senão de eu não dar ouvidos aos meus mestres interiores, nem sei quem são exatamente eles, mas sei que um dia ajudaram-me a formar o que sou. Há sabedoria, intuição e fortaleza dentro de você, é só acreditar nisso e crescer para viver. Viver melhor do que até hoje…

MUDANÇAS
Acabei de ler numa revista dessas de fofocas da tevê que “Homens não querem ser mudados. Por isso, leitora, ame-os ou deixe-os”. Não adianta o conselho, as burras acham que vão mudar os caras. Ninguém muda na vida. Não mudamos em nada dos fundamentais da personalidade, só mudamos nos secundários… Mas elas insistem.

ELAS
As meninas falam primeiro que os meninos, têm vocabulário maior, menos dislexias, são mais desinibidas, por que, então, há tão poucas oradoras na história humana? Porque elas são podadas pelos pais e pela sociedade dos homens impotentes.

MANCHETE
A manchete era esta: – “Operadoras de celular brigam pelo mercado de smartphones na Classe C”. A Classe C que vá se preocupar com livros e leituras e não com futilidades do “crediário fácil”…

20 June, 2011 at 14:27 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt meio dia coluna comentario prates scc
Posted in Coluna | 1 Comment »

18 Jun 2011

Veja que horror!

Depois me diga se os culpados não são os pais, os “velhos”… Se você é pai ou mãe, convido-lhe a que fique comigo nesta conversa. E se os olhos que estão a correr por estas linhas forem de uma adolescente, melhor ainda, que fiquem por aqui.

Veja esta manchete: – “Homem aliciava jovens pela Internet”. Jovens? Que jovens? Observe um trecho da notícia que estava nos jornais – “Agentes federais (…) prenderam, na tarde passada, um psicólogo suspeito de induzir menores a posarem sem roupas na Internet, por meio de webcam…”

Então, vamos lá. Uma mulher de 17 anos, ou de 12 que seja, é mulher feita, não tem mais nada de criança. Como é que se deixa “seduzir” e cede à tentação, tira a roupa e faz caras e bocas como se fosse uma profissional da noite, para não dizer pior…

São todas jovens de “boas” famílias, não são “maloqueiras”, gente com tudo do bom e do melhor em casa, webcâmeras, computadores modernos, tudo… Que tipo de “menores” são essas? De onde sai esse precoce instinto depravado?

Sai dos pais omissos que não educam, que soltam e não vigiam, não limitam comportamentos nem proíbem coisa nenhuma. Que conversa é essa de menores de idade, meninas, trancarem a porta do quarto e ficarem peladas para pessoas que elas não conhecem? E nem que conhecessem, que conversa é essa?

Como é que para isso não são crianças, não são ingênuas? Já contei aqui, tenho visto fotos horrorosas tiradas por DJs de mocinhas “de bem” em orgias na noite. Entenda-se por orgias essas baladas, esses antros em que os jovens se encontram e onde rola de tudo. De tudo…

E os pais? Ah, os omissos nem aí, depois se queixam e acusam os tarados. E as filhinhas no quarto fechado, peladas e se retorcendo para doentes mentais. Que horror! Que despudor!

ELES
Sempre eles, os pais. Veja esta outra manchete: – “Pais resistem a usar a cadeirinha”. Trata-se da cadeirinha obrigatória de uso nos carros e para crianças de até sete anos. A maioria nem aí, mas sabem botar adesivo – Fulaninha a bordo. E eu com isso? Depois choram, sem lágrimas, a lesão, ou morte dos filhos…

APELIDOS
Apelido é coisa de gente baixa. No ambiente de trabalho é crime grave chamar pessoas por apelidos. O único apelido aceitável no Brasil é Pelé. Só esse, só ele.

COLÉGIO
É obrigação dos pais educarem os filhos para que não chamem a nenhum colega por apelido. Obrigação. Quando a criança chama outra por apelido está reproduzindo na rua a não-educação caseira. Ponto. E ponto final.

18 June, 2011 at 14:32 by Luiz Carlos Prates

Tags: coluna prates sbt sc scc
Posted in Coluna | 3 Comments »

17 Jun 2011

Por que eles sofrem?

De onde vem o nosso “destino” na vida? Nas minhas palestras falo muito do destino como resultante das escolhas que fazemos. Cada escolha, isto é, cada decisão, nos provoca um resultado. É o chamado resultado do livre-arbítrio. Temos a liberdade de escolhas, não temos um destino dado por Deus e a que não possamos escapar.

Digo que Deus teria sido um patife se nos tivesse dado um destino implacável a que não pudéssemos escapar, e a patifaria estaria exatamente nos diferenciais dos papéis humanos. Por que, por exemplo, o meu papel na vida teria sido o de nascer feio, pobre e burro? Não aceito esse papel.

Claro que Deus não nos deu um destino mau, deu-nos o livre-arbítrio, nós fazemos o nosso destino. Sim, mas e os trágicos acidentes de que muitos são vítimas sem terem feito qualquer escolha equivocada?
E se nós, humanos, colhemos o que semeamos na vida, o que dizer do sofrimento dos bichos, sem “consciência”, sem maldades, indefesos “irracionais”, o que dizer de seus sofrimentos?

Tive uma cachorrinha, a Marizinha, que era um encanto. Um dia ela amanheceu sobrevivendo a um AVC, tivera um derrame durante à noite. Marizinha ficou cega, sofreu, enfraqueceu, foi morrendo aos poucos ainda que bem medicada. Por que um bichinho sem culpa sofreu tanto? De onde lhe veio o “destino” implacável?
Não atino com a resposta. E vale para os humanos, por que alguns têm vida tão ruim e outros, gente má, têm vida tão boa?

Acabo de ler uma frase, de um tal Ingersoll, que minha ignorância desconhece quem foi, que afirmava que – “Na Natureza não existem recompensas nem castigos. Existem conseqüências”.
Tudo bem, posso concordar, já disse e já expliquei isso. Mas e os bichos? Por que sofrem se eles não têm culpas a reparar?

Respostas para a Caixa Postal dos Vazios da Vida…

ELE
O guri, de uns 10 anos, ia com a mãe pela calçada. Sobre a calçada um carrão. O guri parou ao lado do carro e fez pose como se fosse fotografado… Por que o pequeno parvo não fez pose de leitor, “fingindo” ler um livro? Claro, puxou ao pai!

GROSSO
- Ah, Prates, tu és muito grosso, tu não relevas nada! Quem disse isso, leitora? Ocorre que a educação caseira está sumida, sumiu, e nas escolas o que se vê é um vale-tudo danado, a começar pela frouxidão das “mães” que dão aula…

LIVROS
Há quem faça orações para isso, para aquilo, há quem pendure galho de arruma atrás da porta, enfim, as crendices são infinitas. Digamos às nossas crianças que a grande “mandinga” na vida está nas páginas dos livros, na leitura. Livros fazem milagres, abrem portas, todas as portas, sim?

17 June, 2011 at 14:30 by Luiz Carlos Prates

Tags: coluna prates sbt sc scc
Posted in Coluna | 1 Comment »

16 Jun 2011

Vai um suco aí?

Acabei de ler uma formidável bobagem escrita por “idôneos” cientistas escoceses… Claro, você sabe que antes de contar dessa bobagem, preciso, como sempre, dar umas voltas, elas são indispensáveis.

Quero dizer, por exemplo, que quando um casal precisa de ambientes especiais para “reaquecer” a relação, costumo dizer ao casal que esqueça, a relação já se apagou, não tem mais volta.

Não há motel que volte a esquentar uma relação esfriada pelo desinteresse de marido ou mulher…
Quando há amor, quando os dois se gostam, ah, fazem amor no chão gelado e nem sente frio… Fora disso, é tentar salvar o que já está perdido.

Bom, agora conto da formidável bobagem que li nos jornais sob a aparência de coisa séria. Segundo pesquisadores (?) da Universidade Queen Margareth, da Escócia, o suco de romã deixa as pessoas mais entusiasmadas para o trabalho. Era só o que faltava.

Quer dizer que dou um copo de suco de romã para um vagabundo e ele vira um operário, é isso? Bolas, os caras parecem não ter mais nada para fazer ou dizer.

O que dá entusiasmo ao trabalho é gostar do trabalho, gostar do que se faz, é buscar e tirar do trabalho uma autoafirmação pessoal que só o trabalho nos pode dar.

Quem quiser se dar bem no trabalho que esqueça o suco de romã mas que não se esqueça de amar o trabalho, de buscar sempre e cada vez mais proficiência, qualidade, exuberância no fazer, seja o que for.

Não há nada de bioquímico que nos faça amar, gostar disto ou daquilo. As paixões surgem da alma, das entranhas, das vísceras, o mais é autoenganação, como ir “requentar” a relação com a mulher, com o marido num motel… Tolice. Não se reaquece fogo extinto, não se ama o trabalho com um copo de suco de romã. Nem com dinheiro…

MEMÓRIA
E você lembra dos dois boxeadores cubanos que vieram disputar os Jogos Pan-Americanos no Rio e deserdaram da delegação de Cuba? Eles pediram asilo e o governo brasileiro os prendeu e mandou-os para a Cuba comunista do barbudo odioso. Jovens que queriam a liberdade. Já o assassino “de esquerda”, Battisti, ficará no Brasil, adoçado pela decisão do “Supremo”…

MACAQUINHOS
E lembras também da figura dos três macaquinhos, um que fechava a boca, outro que cobria os olhos e um terceiro que tapava os ouvidos? Pois só assim se pode ser feliz neste Brasil infeliz de hoje.

ELAS
Conselho que li numa revista popular, dessas que são lidas em paradas de ônibus: – “Nenhum homem a fará
mais segura ou bem-sucedida”. Leste bem, guria? Ou tu fazes a tua vida, segura e bem-sucedida ou nenhum bermudão a fará. Não sejas tonta!

16 June, 2011 at 14:29 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt meio dia coluna comentario prates scc
Posted in Coluna | 2 Comments »

15 Jun 2011

FALSAS VIRTUDES

Não me incluo entre os que conferem “divindade” à velhice, não penso que o sujeito por ficar velho fique bom, vire bonzinho. O respeito que eventualmente eu possa ter pelos “idosos” não me resulta da idade deles, mas do respeito que me merece quem respeito merece… Só respeito os que merecem respeito, jamais pela idade.

Digo o que digo por que não gosto de falsas bondades, de virtuosos de plástico, artificiais. As igrejas, por exemplo, estão cheias de gente que durante a vida traiu a mulher, o marido, educou mal os filhos, gente desleal no trabalho e que depois, na velhice, fica “boazinha”, velhinhos dóceis… Hipócritas.

Quantas “boas” velinhas que você vê na igreja falam mal das noras, criticam os genros, desejam o pior para a vizinha que não lhe dá a mínima? Gente que durante a vida não valeu a pena ter nascido. Quem não foi bom durante a vida não haverá de sê-lo na velhice.

Estou até agora irritado com o falso moralismo, com a hipocrisia de jornalistas e de muitos do povo. A Catharine Deneuve, atriz francesa que foi a mulher mais cobiçada e bela do cinema na década de 60, esteve entre nós para lançar um filme.

Durante a entrevista coletiva com os repórteres, ela abriu a bolsa, pegou um cigarro e o fumou prazerosamente. Ah, pra quê! Os “virtuosos” da imprensa ficaram tocados, só falaram do cigarro da atriz, nada do filme.

Tudo bem que o cigarro esteja sob forte tiroteio, que não ajude a saúde, isso, aquilo. Mas é bom não esquecer que o cigarro é droga legal. Legalíssima. O governo enche as burras com impostos de cigarros, logo, fumar é ato de liberdade, fuma quem quer e… dentro da lei.

Mas os sepulcros caiados da imprensa brasileira, muitos maconheiros entre eles, só falaram do cigarro da Catharine. Hipócritas.

EU
Nunca fumei, não suporto fumaça de cigarro, mas enquanto o cigarro for produto legal, que dá muito dinheiro ao “governo”, vou defendê-lo até a última tragada. E mais. Se eu fumasse, entraria no Supremo fumando… queria ver me proibírem. Eu os mandaria que cuidassem, isso sim, é do terrorista assassino, Battisti…

DOENÇA
Ouvi um orientador de carreiras dizer na televisão que se dedicar demais ao trabalho, ser um workaholic é uma doença. O que é isso, “doutor”? Doença é ser vadio, desligado, só trabalhar pela pressão do salário. O Brasil precisa de workaholics, e em “Brasília” mais que em qualquer outro lugar…

PODER
Quando eu digo que há dentro de você, ou de qualquer um, um formidável poder para o sucesso, alguém me diz que faço autoajuda, e que autoajuda é fajutice. Fajutice é o sujeito ficar copiando outras pessoas, anulando-se para o ser e pensando que nasceu para ser um nada. Isso não é autoajuda, é autodestruição.

15 June, 2011 at 14:01 by Luiz Carlos Prates

Tags: sbt sc scc coluna prates
Posted in Coluna | No Comments »

« Older Entries
  • Blog de Luiz Carlos Prates

    Neste blog você encontra além das colunas veiculadas nos diversos jornais de Santa Catarina, também notas diárias escritas por mim especificamente para o Blog.

  • Indicações do Prates

    • CBN – Lages
    • Grupo SCC
    • Rádio Clube de Lages
    • SBT – Santa Catarina
  • Posts recentes

    • Saber pensar (18/05/2012) – Comentário no SBT Meio Dia
    • O CARA
    • Tem que estudar! (17/05/2012) – Comentário no SBT Meio Dia
    • O EXEMPLO EDUCA
    • Direitos e deveres (16/05/2012) – Comentário no SBT Meio Dia
  • Categorias

    • Coluna
    • Comentarios SBT Meio Dia
    • Outras Categorias
  • Calendário

    May 2012
    M T W T F S S
    « Apr    
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28293031  
  • Últimos Tweets do Prates

    • Saber pensar. Meu comentário de hoje no SBT Meio Dia. http://t.co/dFND22ba 11 hrs ago
    • O cara. Coluna publicada nos jornais e no blog hoje. http://t.co/DlKQtoGy 14 hrs ago
    • Tem que estudar. Meu comentário de hoje no SBT Meio Dia. http://t.co/ESCT6WA8 1 day ago
    • More updates...
  • Tags

    15022011 carlos coluna COLUNA PRATES SBT SCC coluna prates sbt scc sc coluna prates sbt sc scc COLUNA PRATES SCC SBT SC coluna sbt meio dia scc sc prates coluna sbt scc prates sc coluna sbt scc sc prates coluna sbt sc prates scc coluna scc sbt sc prates comentario comentario meio dia sbt scc sc prates comentario prates sbt news comentario prates sbt scc meio dia comentario prates scc sbt sc meio dia comentario prates scc sc sbt meio dia dia luiz meio Prates prates sbt coluna scc prates sbt comentario meio dia prates sbt scc coluna prates sbt scc comentarios meio dia prates sbt scc sc comentario prates sbt sc scc detencao auxilio comentario prates scc sbt sc coluna sbt sbt meio dia coluna comentario prates scc sbt meio dia coluna comentario prates scc news sbt meio dia comentario prates scc sbt meio dia prates scc comentario sbt scc coluna prates sc sbt scc coluna prates sc carnaval verba sbt sc meio dia prates coluna sbt sc scc coluna prates sbt sc scc prates comentario sc scc scc sbt sc coluna prates scc sbt sc meio dia comentario prates scc sbt sc prates comentario meio dia scc sbt sc prates meio dia comentario
Blog do Prates no SBT Santa Catarina é um produto do Grupo SCC

Posts (RSS) e Comentarios (RSS)